E nós não temos mais que fazer um objeto interativo. Logo agora que minha idéia tinha tomado um rumo totalmente diferente, nada de música como eu queria, mas mais a ver com a proposta...
Meu novo (ex) objeto: uma poltrona suspensa por um mix de fios,
elásticos, tecidos retorcidos e fio encerado, com lâmpadas nas extremidades
que acendem ao toque. Após discutí-la com o Pablo, Cristiano e a Izabela,
me deram a idéia de utilizar a tensão nos fios (que varia de acordo com o modo que sentamos)
para acender as lâmpadas. O Cabral até comentou sobre a meia-parede da maquete —
que na verdade é a falta de material para continuá-la até embaixo: existe uma capela
em um cemitério da Europa (esqueci onde) cujas paredes não chagam até o chão,
de modo que é possível ver os pés de quem está lá dentro. No meu caso, a meia-parede
serviria para trazer a atenção, aconchego e um clima reservado à altura dos olhos...
Experiência é outra coisa, né!
Assisti Barbarella, Tommy e 2001: Uma odisséia no espaço novamente... Pesquisas sobre David Hockney, Takashi Murakami, Sir Peter Blake, Peter Phillips... horas no Retro to go... dias de preocupação... tudo "em vão" (ok, claro que não foi em vão)! Agora a preocupação é o com a famosa intervenção.
Mas, antes de falar dela, vamos ao trabalho pré-notícia-de-que-não-iríamos-mais-fazer-o-objeto: crítica das maquetes.
*
A minha dupla foi o Pablo, cujo "objeto" era uma parede interativa.
A parede funcionava da seguinte maneira:
- Quando alguém passasse em frente a ela, surgiria na parede (iluminada por uma fonte de luz) a sombra da pessoa, de modo que sensores de luminosidade "projetariam" essa sombra na parte oposta da parede (que dava para outro cômodo).
- A parede também funcionaria como uma espécie de quadro que, através de sensores de toque, também projetaria no outro cômodo o que fosse escrito/desenhado/rabiscado do outro lado.
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